terça-feira, 23 de dezembro de 2014

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Ando pensando em você todos os dias.
São momentos que me pego sorrindo, são momentos em que minhas pupilas dilatam (seja por um estado pré-choro ou simplesmente pelo aumento dos meus olhos enquanto eles brilham)
A verdade é que ando falando de você de forma intima, como sempre,
E nem as paredes querem ouvir mais sobre isso, melhor, as paredes não ouvem, ando usando uma moeda de um lado só pra pagar as contas, moeda que não é transferida pra outras contas.
ela não tem valor de troca.


Por franqueza, ultimamente ando com vontade de beijar uma certa garota.


Ela é esperta demais pra não ter percebido isso.
E é mais esperta ainda por fazer parecer que não fisgou o quanto dou em cima, enquanto pronuncio coisas sobre nos dois.

Deveria te-la beijado faz um mês. Obrigação de ter feito a duas semanas. Afoiteza de ter feito a três dias. Propensão a faze-lo da próxima vez que a vir.







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Perdoa minha ausência
Tanto de substancia, tando de invisível
Meu corpo ainda é presente
As vezes definhando, as vezes já adocicando as plantas
A verdade é que estou exausto
toda vez que rezo a vela (Ou fósforo, Ou isqueiro, Ou lampião, Ou qualquer coisa que faça faísca) a casa pega fogo, durante uma semana.
Estou sóbrio de viver
Sinto que o por do sol chegou pra mim esse ano,






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As vezes
Eu paro 10 minutos,
Penso 10 minutos,
Choro 10 minutos,
Me acalmo 10 minutos,
Repenso 10 minutos,
Choro mais 10 minutos,
Me acalmo novamente em 10 minutos,
Paro de pensar 10 minutos,
Penso em como perdi mais de 1 hora.





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domingo, 21 de dezembro de 2014

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Dizer que o mal volta é evasiva pra não tomar manejo da própria vida.
Maldade não vai.
Bondade não volta em dobro.
Pra começar, porque essa calamidade toda tá tão perto de você? todos podem andar pelas ruelas, alguns esquecem a fresta aberta.














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segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

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Alguns (não estou defendendo a todos, talvez uma classe),
Tem a necessidade de escrever sobre suas tristezas, sobretudo quando o coração aperta, saem em forma de letras borradas no papel.
Difícil imaginar coisas belas da dor, mas não de confabular.
Mais difícil imaginar viver das próprias tristezas.
O Importante disso; Aceitar sua tristeza de braços abertos

A minha encosta a cabeça na altura do meu peito, tem madeixas curtas de origem negra, pequenos olhos ciliados, uma cintura fina e quadril largo. E eu a abracei faz algum tempo.


(Texto escrito a mais de 10 dias,)

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Não gosto do jeito como as pessoas tem olhado pra discriminação ultimamente; elas esqueceram o sentindo da "igualdade"( digo isso com todas as adjacências, igualdade de forma soberana) e da "superação", esqueceram que lutar contra  discriminação é uma autocritica  a própria posição, que "superar" tem haver com seu estado atual (não com "superar" a posição daquele que descrimina).
Não gosto como as pessoas tem "acreditado" nos seus valores; parecem substituídos por "haveres", e como tal, tomaram forma sólida. Imperam com o manto da verdade, atiçam dobrar o "certo" e "errado" no lugar de "acredito" e "desacredito".
Não gosto como as pessoas ajudam hoje em dia; perderam o significado da "solicitação de assistência", assistem do jeito que querem, fazendo suas discriminações e usando o que acreditam. Talvez melhor não ser amparado.

Ando cansado dessas coisas,
Eu disse:


Você melindra-se com tudo,
Retrucaram:




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domingo, 7 de dezembro de 2014

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Manias estranhas, pessoas normais
Manias normais pra gente estranha.
Primeira coisa que pensei quando te vi
Conseguir um abraço, segurar sua mão
Pena não ser nada daquilo
Como um lugar onde ninguém sabe quem sou, nem importam-se comigo (não é verdade, esqueço disso)
É uma solidão voluntária,
Onde eu quero ficar
Fácil pensar nisso quando se conhece o dilema do oposto,
Oposto que você não está onde tem alguém





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terça-feira, 2 de dezembro de 2014

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"... Aqueles inquilinos... (...)


     Que alugam o quarto sem ter o crédito de onde cair mortos,
     Aqueles sem pretensão de ficar e acabam comprometendo a alcova,
     Ousados que acordam três meses de estadia e acabam pagando meses depois de evadir-se,
     Malditos que não conformam-se com seu espaço, reformam e empilham entulho enquanto não saem,
     Aqueles que viram outra família da senhoria, que ficam naquele andar especial, aqueloutro andar de só um quarto,
     Residente que enriquece a nossas custas, quem se cobre daquilo que temos e que pra ludibriar torna aquele pequeno aposento imenso (as custas da sensação de estar referto, embora do mesmo tamanho)

 

    Aquele inquilino...

    Mora no meu coração,

   E me paga com amor. "



   " ...Gosto do meu coração ocupado, viver preenchido me parece melhor do que vago... "



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sábado, 29 de novembro de 2014

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Outra vez a noite me empurra pra escrever as 02:20

Se você me perguntasse se ainda doí,
Te diria que a cada dia doí menos, e que realmente não importa, eu só estou lidando melhor com isso, e que Aeon continue assim,
Se você me perguntasse como meu coração está,
Te diria que o cão maldito que é minha paixão já não tem tanta coisa pra alimentar seu filhotes (the guilt, the shame and the lack)
Se você me perguntasse como estou,
Eu te diria que coisas boas brotaram da minha dor, sinto ramificações e tronco mais fortes.


Os abalos que o coração faz, continuam,
De forma segura,


Diria até como é divertido correr em um terremoto quando se consegue controlar os tremores, traz uma sensação de pés fora do chão.

Se você me perguntasse como me sinto,
Diria que gosto do meu coração ocupado, viver preenchido me parece melhor do que vago,
E dai vem um sensação de que não precisamos de novos inquilinos,  de que o buraco não está completo por já estar completo.

(Eu sei de uma rolha, que não é rolha, mas não nega a primeira sentença)

E,
Se você fizesse a pergunta que realmente importa,
Como anda o que sinto por você,
Eu diria,
Usando o adjetivo mais arbitrário que quisesse escolher,

Eu, (coloque o adjetivo aqui),
não movi,
um fio,
do que sinto.

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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

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Não é falta de saber o que dizer.
Também não é por não saber como te tocar bem fundo no peito.
Não é falta de amor, de vontade, de carinho.
Eu só me disse revezes, e virou vulgar e iterado, ando sentindo muitas coisas, todas elas são sobre você.

E na falta de instigação da vivacidade,
Na falta do anelo que o zelo matou,
Nas vindas, revindas e volteios que dou nesse engodo
Me sinto cansado.

Agora só consigo pensar "Te amo".



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domingo, 16 de novembro de 2014

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Eu acordei as 23:30 achando que tudo que eu sinto vem em ciclos.
São pequenos fios que saem de mim e tem que ir pro seu lugar

Eu do que sinto em duas faces

Em uma eu sinto falta das vezes em que você estava aborrecida, e eu fazia uma pergunta absurda só pra ver você sorrir (Eu adorava saber que conseguia fazer isso).
Eu sinto falta de como você gostava verdadeiramente das coisas que eu oferecia. (Desde traços feios que deveriam ser desenhos, até musicas mal gravadas em um celular.)
Eu sinto falta de poder olhar pra você sem sentir vergonha de nós, como estamos agora.
Eu sinto falta de como você me sentia fazer especial, quando eu tinha absoluta certeza, eu não sou.

Na outra eu sinto muito por ter perdido nossos remendos de conversa, de casa minúcia que se repetia, e que não importa quantas vezes, era divertido.
Eu sinto muito por todas as vezes que tive a chance de te ver e não o fiz. (Não estou falando de casos em que eu tinha outras coisas pra fazer ou responsabilidades, são aquelas aulas que eu poderia perder, aquelas vezes que poderia ter voltado pra casa com você, todas as vezes que podia ter esperado até o ultimo minuto antes de você ir.)
Eu também sinto muito agora, por essas feridas da vida, achar que não fazia você se sentir da mesma forma que você me fazia
E sinto muito por todas as vezes que eu podia ter te magoado, mas com motivo e da maneira correta. Da maneira em que você ainda estivesse aqui.


A verdade é que ando sentido muitas coisas.
O caso é que muitas coisas são o mesmo sentir.
Já não sei mais o que fazer com isso.

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terça-feira, 11 de novembro de 2014

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A hora de dormir é sempre a mais difícil.
É quando não tenho como me defender de que escolhi você.



Minha falta de Mandos tornou tudo isso plausível,
A vontade da vontade "vontade dá e passa" foi mais rápida que minha plausível inconsequência de não querer ser Mando.
Não se quer ser Mando no amor.





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Humff.

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Haviam coisas mais importantes. Aqueles beijos em que eu perdia os meus sentidos, me via vazio. Muitos acham que o vazio é apartamento, solidão, mas nem sempre o insulamento é amargo.

Era um exílio de dois, um pequeno e sincero exílio, onde não acomodava-se "nem um".

Um vazio de nós.
Um vazio dos outros,
E sempre quando recobrando os sentidos, assim como o frio que puxa de volta o cobertor, e o sol que te arrasta de volta pra dentro d'agua, eu voltava pro vazio... do seu beijo.




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segunda-feira, 13 de outubro de 2014

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Os dias desabilitada serviram para Clarisse pensar em como as coisas estavam. Ela já estava num estupor de vontade,
e aqueles dias só potencializaram isso.


                            Katarina observou bem como funcionavam os mamutes.


 Alguns desertavam a presença, e na ausência se davam por vencidos; isto é mais fácil do que imaginar, visto que não há imaginação. Outros mamutes tinham interesses, que em maioria não poderiam ser realizados nos dias de desabilitação.
O resultado foi claro,
não procurar os botoes para religar a pobre Jennifer, voltamos para um estado onde talvez ela nunca tenha sido ligada, ao menos foi isso que eles pensaram.
Haviam mamutes também que já tinha esquecido, a algum tempo Helena se despedia, dizia, em vão, que nada estava certo.

E o que de infernal Rem via nisso tudo?

Ao mesmo tempo que elidia tudo, não ser como aqueles mamutes, havia-se um monstro, talvez algo fora do comum.

O que restou para a pobre Açúcar?


(                                                                         )






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terça-feira, 16 de setembro de 2014

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Um dia, ela disse : " Algomuitoimportantedemuitasformaspraserexpostoaqui "


E se foi.




Antes de ir passou os dedos entre os lábios, da ponta da língua tirou tudo que precisava pra borrar o meu contorno. Eu ainda estou aqui, só estou desfocado da realidade. Não sei mais onde começa ou termino, finito ou infinito, eu me perdi com o que vem de fora.








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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Texto sem fim.

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Era uma vez um garoto e uma garota.


Seus nomes como de costume não importam, a menos que você seja algum deles.


 Pelos longos anos que convivi com ele acho que a melhor maneira de defini-lo seria como ele sempre se identifica; Um trouxa. E nada mais.  Já, sobre ela, e não faço questão de não dizer que essa é uma historia unilateral, defini-la com o que ele sempre me diz seria; Um anjo, um ser estranho, a pessoa mais doce que já conheci".

E da pra notar um complemento, algo que geralmente está sim nessas palavras que ele sempre diz, só poucas vezes saem : "E possivelmente o amor da minha vida."


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O importante dessa história foi que ele deixou o tempo passar.
E como de costume,
Essa opção cria algumas outras.
Algumas tantas.
Que aquela primeira opção remota, aquela que não podemos falar, porque partiria o coração dele saber que foi culpado, tornou-se dispersa.

Suficiente pra gerar muitas coisas.




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terça-feira, 1 de julho de 2014

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Eu Fiz Uma Cruz.

Transparente e larga, de espessura fina e com linhas vermelhas laterais, elas eram presas vermelhas e finas.
E essa cruz é sem religião.
Ela é minha fé em mim.
E significa que as coisas que eu preciso, sem dó, eu terei.
Significa tudo que eu quiser, em qualquer lugar, de qualquer jeito, eu farei por merecer.




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quinta-feira, 15 de maio de 2014

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Essa é uma historia para aqueles que não acreditam em como qualquer situação extraordinariamente boa possa torna-se uma estupidamente ruim, sem o menor vestígio de responsabilidade.

Uma certa vez, um pequeno garoto (e não havia termo melhor pra falar sobre ele) cujo nome era Nãoimportaqualonome (não pensei em jeito mais criativo pra dizer que seu nome não importa) nasceu.  Ele era filho de um Rei e uma Rainha, sem historias de filhos bastardos, incestos ou coisa parecida. Esse poderia parecer o melhor contexto pra que aquela criança nascesse, quer dizer, uma vida toda a frente onde existia tudo.


Ele nasceu cego e com o corpo fraco.



E esse é um daqueles tipos de coisa que aquela família em especial não poderia aceitar, quer dizer, ele era o primogênito, o primeiro a nascer de alguém, o primeiro a suceder o Rei, e ali estava o pior contexto pra nascer filho de alguém que poderia lhe dar tudo; ser um que não poderia ter tudo aquilo,


Cego

e

fraco.


E como esperado, seu destino era a morte.

Quer dizer,

Tentaram mata-lo sim, o abandonaram por 3 dias inteiros numa floresta aos arredores do castelo. A rainha foi pessoalmente buscar o corpo, afinal, era seu filho (havia um sentimento materno ou algo que o valha), e eu nem quero dizer de quem foi a obra dele ter sobrevivido. Exato, uma criança cega e fraca sobreviveu 3 dias numa floresta sem o menor parecer de alguém. Que podia ser isso?

Como isso nunca foi explicado na historia vamos ficar com o que sucedeu; A mãe (Rainha e Mulher), ao ver a criança viva a apanhou nos braços e levou de volta ao castelo. Ela simplesmente não podia aceitar aquilo (mais um pouco de espírito materno a essa altura do abandono).

Ninguém mais teria coragem de matar aquela criança, nem seus pais, que até então agiam como se aquela vida fosse seu pertence.

E assim foi feito.

E ele teve um final feliz, quer dizer, final feliz poderia ser aquilo que não resulta em sua morte? Se esse for o caso, o pequeno Nãoimportaqualonome finalmente viveu feliz numa masmorra surpreendentemente alta, uma daquelas apenas com uma janela, portão de aço, pintura das paredes a lá pedras de granito, cama de palha e banheiro balde.

Seus contatos humanos eram; A conversa dos dois guardas da porta, uma pequena Ama de leite que cuidou dele desde então, e apenas isso, sem por mais uma palavra, e uma jovem (Que já será comentada em instantes) que substituiu sua ama quando ela morreu.

O tempo passou.

Aos 16 anos sua Ama morreu e essa jovem a substituiu. Um garoto cego tem seus próprios meios de captar a beleza de alguém, e isso era obvio pelo jeito que seu coração batia quando ela chegava perto. Não importava a vergonha e angustia de ser cuidado de ponta a ponta por alguém tão próximo/longe, ou longe/próximo, ou qualquer um dos dois, e nem tão pouco o fato de ouvir uma voz que significava algo apenas com comandos "vire-se", "deite", "levante". Isso sempre foi o suficiente.

Em um dia qualquer, enquanto contemplava mais uma vez sobre aquilo que sentia em seu coração
, as primeira palavras que ele ouviu sem sentido de ordens, sem motivos aparentes:




                                                      "Tudo que eu sinto por você é pena"



Foram palavras duras.
Mas que precisavam ser ditas.


Não era esperado que um garoto de 16 anos em um mínimo de treino social entendesse o que é levar um fora de modo maduro. Mas, ao que parece, ele ficou em silêncio e só, não fazia diferença, era o de costume,




Silêncio.




Em um belo dia (embora não pudesse ser visto, ele tinha certeza que o era pelo calor em suas bochechas e o vento em seu rosto/cabelos) enquanto estava sentado em frente a sua janela ele ouviu o que poderia ser sua salvação,



E finalmente sua salvação!



Palavras fáceis e rápidas, que corriam em frases: " Imagine de tudo, algo que você queira muito, qualquer coisa nesse mundo, e está na hora de você ter. Estou te dando uma nova chance. Libertar-se disso tudo.  Vou te dar vida nova. E assim será. Livre-se disso que não te pertence mais. A porta de entrada é a janela."
Aquelas palavras pareciam magia. e eram sua chance, sua única chance. Em 16 anos nada até ali foi vivido. Não havia tempo pra pensar.




E ele se jogou.







Julguem como quiser o final. Depois de 16 anos, aqueles que não imaginavam um final feliz pra esse história, e aqueles que imaginavam um final feliz para essa historia, julguem como quiser.






Ele morreu aos 16 anos, após voar por alguns instantes. Morreu sem um fio de dor.







quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

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E ela se foi mais uma vez, pra algum lugar que eu não sei...

                         Que posso fazer?

                Talvez diga:

Vá Direitinho, 

Tome cuidado, 

Feche a janela, 

Amo você.





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