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Eu acordei as 23:30 achando que tudo que eu sinto vem em ciclos.
São pequenos fios que saem de mim e tem que ir pro seu lugar
Eu do que sinto em duas faces
Em uma eu sinto falta das vezes em que você estava aborrecida, e eu fazia uma pergunta absurda só pra ver você sorrir (Eu adorava saber que conseguia fazer isso).
Eu sinto falta de como você gostava verdadeiramente das coisas que eu oferecia. (Desde traços feios que deveriam ser desenhos, até musicas mal gravadas em um celular.)
Eu sinto falta de poder olhar pra você sem sentir vergonha de nós, como estamos agora.
Eu sinto falta de como você me sentia fazer especial, quando eu tinha absoluta certeza, eu não sou.
Na outra eu sinto muito por ter perdido nossos remendos de conversa, de casa minúcia que se repetia, e que não importa quantas vezes, era divertido.
Eu sinto muito por todas as vezes que tive a chance de te ver e não o fiz. (Não estou falando de casos em que eu tinha outras coisas pra fazer ou responsabilidades, são aquelas aulas que eu poderia perder, aquelas vezes que poderia ter voltado pra casa com você, todas as vezes que podia ter esperado até o ultimo minuto antes de você ir.)
Eu também sinto muito agora, por essas feridas da vida, achar que não fazia você se sentir da mesma forma que você me fazia
E sinto muito por todas as vezes que eu podia ter te magoado, mas com motivo e da maneira correta. Da maneira em que você ainda estivesse aqui.
A verdade é que ando sentido muitas coisas.
O caso é que muitas coisas são o mesmo sentir.
Já não sei mais o que fazer com isso.
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