sábado, 29 de novembro de 2014

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Outra vez a noite me empurra pra escrever as 02:20

Se você me perguntasse se ainda doí,
Te diria que a cada dia doí menos, e que realmente não importa, eu só estou lidando melhor com isso, e que Aeon continue assim,
Se você me perguntasse como meu coração está,
Te diria que o cão maldito que é minha paixão já não tem tanta coisa pra alimentar seu filhotes (the guilt, the shame and the lack)
Se você me perguntasse como estou,
Eu te diria que coisas boas brotaram da minha dor, sinto ramificações e tronco mais fortes.


Os abalos que o coração faz, continuam,
De forma segura,


Diria até como é divertido correr em um terremoto quando se consegue controlar os tremores, traz uma sensação de pés fora do chão.

Se você me perguntasse como me sinto,
Diria que gosto do meu coração ocupado, viver preenchido me parece melhor do que vago,
E dai vem um sensação de que não precisamos de novos inquilinos,  de que o buraco não está completo por já estar completo.

(Eu sei de uma rolha, que não é rolha, mas não nega a primeira sentença)

E,
Se você fizesse a pergunta que realmente importa,
Como anda o que sinto por você,
Eu diria,
Usando o adjetivo mais arbitrário que quisesse escolher,

Eu, (coloque o adjetivo aqui),
não movi,
um fio,
do que sinto.

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