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"Um ensaio sobre meu desânimo".
Eu me sinto só.
E insosso.
Insosso como "mingau de vó".
Pra explicar essa frase eu preciso lembrá-los que: Invariavelmente sempre me senti assim, como se a "Insonsidão"desenrolasse de um passado assíduo, algo genético que herdei a muito tempo, de karmas em outras vidas. Se deve também ao caso de que nunca tive tanto contato assim com minha vó, mas é claro que ela já me fez mingau (Embora eu não me recorde disso). E eu nunca gostei de mingau, mas tenho certeza que já o tomei incessáveis vezes, antes até de me perceber como "Eu".
Eu sinto que entendi a ideia de caminhar só, que finalmente ela me dragou pelas pernas e não ofereci resistência, agora olho o mundo através de uma tela remetendo ao mar com suas intermináveis ondulações e a falta de percepção da profundidade.
Sinto uma sensação descontroladamente aterrorizante sem dar um passo, sem mover um músculo, meramente revirando os olhos (E querida solidão, sei que você sempre soube o quanto meus olhos berram e guardou esse segredo em particular).
Meu desânimo encontrou uma parceira para acompanhar pela vida.
Eles se aturam e é isso que importa.
Eles se aturam e é isso que importa.
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