sábado, 29 de novembro de 2014

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Outra vez a noite me empurra pra escrever as 02:20

Se você me perguntasse se ainda doí,
Te diria que a cada dia doí menos, e que realmente não importa, eu só estou lidando melhor com isso, e que Aeon continue assim,
Se você me perguntasse como meu coração está,
Te diria que o cão maldito que é minha paixão já não tem tanta coisa pra alimentar seu filhotes (the guilt, the shame and the lack)
Se você me perguntasse como estou,
Eu te diria que coisas boas brotaram da minha dor, sinto ramificações e tronco mais fortes.


Os abalos que o coração faz, continuam,
De forma segura,


Diria até como é divertido correr em um terremoto quando se consegue controlar os tremores, traz uma sensação de pés fora do chão.

Se você me perguntasse como me sinto,
Diria que gosto do meu coração ocupado, viver preenchido me parece melhor do que vago,
E dai vem um sensação de que não precisamos de novos inquilinos,  de que o buraco não está completo por já estar completo.

(Eu sei de uma rolha, que não é rolha, mas não nega a primeira sentença)

E,
Se você fizesse a pergunta que realmente importa,
Como anda o que sinto por você,
Eu diria,
Usando o adjetivo mais arbitrário que quisesse escolher,

Eu, (coloque o adjetivo aqui),
não movi,
um fio,
do que sinto.

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quinta-feira, 20 de novembro de 2014

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Não é falta de saber o que dizer.
Também não é por não saber como te tocar bem fundo no peito.
Não é falta de amor, de vontade, de carinho.
Eu só me disse revezes, e virou vulgar e iterado, ando sentindo muitas coisas, todas elas são sobre você.

E na falta de instigação da vivacidade,
Na falta do anelo que o zelo matou,
Nas vindas, revindas e volteios que dou nesse engodo
Me sinto cansado.

Agora só consigo pensar "Te amo".



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domingo, 16 de novembro de 2014

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Eu acordei as 23:30 achando que tudo que eu sinto vem em ciclos.
São pequenos fios que saem de mim e tem que ir pro seu lugar

Eu do que sinto em duas faces

Em uma eu sinto falta das vezes em que você estava aborrecida, e eu fazia uma pergunta absurda só pra ver você sorrir (Eu adorava saber que conseguia fazer isso).
Eu sinto falta de como você gostava verdadeiramente das coisas que eu oferecia. (Desde traços feios que deveriam ser desenhos, até musicas mal gravadas em um celular.)
Eu sinto falta de poder olhar pra você sem sentir vergonha de nós, como estamos agora.
Eu sinto falta de como você me sentia fazer especial, quando eu tinha absoluta certeza, eu não sou.

Na outra eu sinto muito por ter perdido nossos remendos de conversa, de casa minúcia que se repetia, e que não importa quantas vezes, era divertido.
Eu sinto muito por todas as vezes que tive a chance de te ver e não o fiz. (Não estou falando de casos em que eu tinha outras coisas pra fazer ou responsabilidades, são aquelas aulas que eu poderia perder, aquelas vezes que poderia ter voltado pra casa com você, todas as vezes que podia ter esperado até o ultimo minuto antes de você ir.)
Eu também sinto muito agora, por essas feridas da vida, achar que não fazia você se sentir da mesma forma que você me fazia
E sinto muito por todas as vezes que eu podia ter te magoado, mas com motivo e da maneira correta. Da maneira em que você ainda estivesse aqui.


A verdade é que ando sentido muitas coisas.
O caso é que muitas coisas são o mesmo sentir.
Já não sei mais o que fazer com isso.

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terça-feira, 11 de novembro de 2014

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A hora de dormir é sempre a mais difícil.
É quando não tenho como me defender de que escolhi você.



Minha falta de Mandos tornou tudo isso plausível,
A vontade da vontade "vontade dá e passa" foi mais rápida que minha plausível inconsequência de não querer ser Mando.
Não se quer ser Mando no amor.





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Humff.

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Haviam coisas mais importantes. Aqueles beijos em que eu perdia os meus sentidos, me via vazio. Muitos acham que o vazio é apartamento, solidão, mas nem sempre o insulamento é amargo.

Era um exílio de dois, um pequeno e sincero exílio, onde não acomodava-se "nem um".

Um vazio de nós.
Um vazio dos outros,
E sempre quando recobrando os sentidos, assim como o frio que puxa de volta o cobertor, e o sol que te arrasta de volta pra dentro d'agua, eu voltava pro vazio... do seu beijo.




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