sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

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Conclusão: Escrever sobre amor não significa viver meu amor e meramente remete ao que transborda de mim, as vezes vem acompanhado de tristeza, angústia, ansiedade e até solidão. Que meu coração tem crescido e apertado demais por conter tudo aquilo que não ando vivendo.
Ultimamente eu recebo essa mensagem a todo momento, tanto da matéria quanto dos outros planos que comecei a tocar, me empurrando e contando que; 

"O laço da minha hospedagem deveria ser um retrato de minhalma", 

Que o amor é a resposta que ando procurando, que preciso chorar até ficar sem um fio de voz, dormir e despertar com um gosto de antipatia do sono na boca, (me) amar sem medo de repreensão.



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Você me pediu pra colocar mais alma na minha dança. 

(...)

E você está certa, eu não o faço. 

Colocar a alma em quase tudo significaria admitir sentir algo que fica em meio a tristeza, que meu bem, não costumo repassar nem no meu olhar. Meus olhos são vidraças que com muito esmero as gotas poliram e as rachaduras dos maus-tratos pessoais transparecem no extravio sereno de qualquer narrativa que participo, eles são resultado dessa pequenina ilha que imagino ser e onde eternamente... chove. Meu bem, meus olhos me assustam, eles falam a todo momento sobre coisas que não sei pronunciar.


Tenho a vaga lembrança que tudo isso começou numa semana qualquer da infância, na qual fiquei doente e os professores decidiram ensinar as crianças como conviver com "os outros" e eu desavidamente... faltei.

E "meu bem", a expressão a "iterar" pode te soar genérica, mas meu olhar reprisado ao teu é coisa nova, são as frestas da gaiola onde você pode assistir o que tanto queria, 

um cantinho da minha alma.






quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

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"E se toda vez que eu escrever sobre você for pra falar de mim, continuarei a escrever até que seja meu último fim"


- Eu conheço a autora.




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terça-feira, 18 de dezembro de 2018

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"Um ensaio sobre meu desânimo".


Eu me sinto só. 
E insosso.
Insosso como "mingau de vó".

Pra explicar essa frase eu preciso lembrá-los que: Invariavelmente sempre me senti assim, como se a "Insonsidão"desenrolasse de um passado assíduo, algo genético que herdei a muito tempo, de karmas em outras vidas. Se deve também ao caso de que nunca tive tanto contato assim com minha vó, mas é claro que ela já me fez mingau (Embora eu não me recorde disso). E eu nunca gostei de mingau, mas tenho certeza que já o tomei incessáveis vezes, antes até de me perceber como "Eu". 

Eu sinto que entendi a ideia de caminhar só, que finalmente ela me dragou pelas pernas e não ofereci resistência, agora olho o mundo através de uma tela remetendo ao mar com suas intermináveis ondulações e a falta de percepção da profundidade.

Sinto uma sensação descontroladamente aterrorizante sem dar um passo, sem mover um músculo,  meramente revirando os olhos (E querida solidão, sei que você sempre soube o quanto meus olhos berram e guardou esse segredo em particular).

Meu desânimo encontrou uma parceira para acompanhar pela vida.
Eles se aturam e é isso que importa.

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domingo, 25 de novembro de 2018

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Meu coração,

descontente por fazer apenas função vital, decidiu sair da sua posição rígida de punho cerrado no centro do peito e além de bater o pulso da vida saiu açoitando cada aresta que podia do meu corpo. Enquanto passava sem rumo e desenfreado fazia questão de deixar meu estômago sem fome, alterar minha respiração e até prender umas roucas palavras na garganta.

E meu cérebro,

coitado,

ficou soberbo no topo desse pandemônio sem saber como descender até seu velho amigo que tanto orientou durante anos e agora não acolhia mais seus xavecos ou se alimentava dos seus bilhetes. Passou a ser apenas mais um velho amigo, daqueles que ficaram perdidos nas lembranças de uma adolescência distante.




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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

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Eu ando precisando de um abraço.

Um abraço do tamanho do mundo.

Uma redoma que afogue meus medos e que ao mesmo tempo os deixe sair para brincar, 

Eu sonho com um abraço que começa com o toque do pico da testa e que surfa pela tua bochecha até o sopé do pescoço,

Eu desejo um enlace que me deixe sentir calor, frio, medo, raiva e amor sem me preocupar,

Um desfecho pra apertar tudo que eu sinto sem o avexo de me desassossegar,




Sinto vontade de ser eu na presença de alguém.



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segunda-feira, 8 de outubro de 2018

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Meu amor,

Já faz um tempo que sigo caminhando sem a presença do teu amor na minha vida, e quanto menor vejo o monumento único e extraordinário que foi teu amor na minha vida devido a distância, mais vejo o quanto ele significou pra mim, 

Porque, meu amor, 

você invadiu meu mundo como uma caçadora pronta pra tomar tudo, da forma mais pacífica e irresistível possível, você me tomou pelo amor, contra isso eu não tive muitas chances.

E meu amor, 

também gostaria de te dizer que ultimamente tenho dado cabo de muita coisa desnecessária na minha vida, abri mão (E até aliviei a mandíbula), das pessoas que não tem presença tão cativa assim, das presenças que não precisam ser diárias, da atenção que é apenas passageira e da barganha que só fazia ludibriar esse frincha que eu sempre tive, e que meu bem, não vai fechar. Abri mão de arrancar o cascão que naturalmente se forma por cima de toda ferida, mas que eu insistia em arrancar só pra ver outro cascão formar-se da mesma ferida, esquecendo que essa sensação de cura não é real, nunca deixando a cicatriz eterna que vai estar sempre aqui.

E meu amor, queria te contar também que eu abri mão de te esperar,

Repito,

Abri mão apenas de te esperar, porque, meu amor, não posso negar que vez ou outra uma gota de querosene ainda é reposta quando ouço uma música do camelo que me faz lembrar você.

E a verdade, meu amor,

é que que não consigo mais ouvir tuas palavras por muito tempo sem ser entre seus beijos, não consigo ter seu convívio fora dos teus carinhos, não consigo viver tua presença sem teu amor.

 Por fim, preciso te dizer, meu amor;

 sem a presença do teu amor, apenas meu amor próprio tem sido o suficiente pra me acompanhar.


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sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Epitáfios

Aqui jaz Danilo,

Que foi lembrado por sempre deixar claro o quanto amava as pessoas que compartilhavam da vida contigo,
Que fez questão de cuidar e perdoar nos limites da sua alma tudo que podia e que nunca deixou de tentar quando lhe era difícil,
Aquele que sempre fez tudo que amava com a mesma paixão e empenho de quando começou a descobrir suas verdadeiras paixões aos 17 anos,
Aqui jaz um homem que trabalhou até o ultimo dia que podia por amor e viveu sua profissão da forma que queria, entre relações lindas com data pré determinada pra acabar, que doíam, mas que curavam também,
Nesse local, foi enterrado um homem que aprendeu não precisar mentir, nem esconder as coisas que sentia ou barganhar atenção por tão pouco,

Fica aqui um homem que rodeou sua vida de amor, de todas as formas,

Fica aqui em separado, que esse é o fim de um homem que encontrou alguém,
alguém de quem aprendeu a precisar,
e que havia a escolhido,
Que honrou seu compromisso até o último dia,

Que conseguiu ao final da sua jornada concluir que foi feliz, sob os critérios pessoais e inflexíveis que possuía.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

Critérios de desempate para dias solitários: Subparte da falta, parágrafo sobre pessoas.

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Critérios de desempate para dias solitários: Subparte da falta, parágrafo sobre pessoas.

Haverá sempre a duvida da "falta por solidão" ou da "falta por separação". Elas só distinguem na demanda de quem procurar (ou não), e quem procurar.

Um dia, dando por "falta de X", lembre-se de não ceder antes de avaliar de qual tratava-se.




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Metáforas de eventos domiciliares para a vida cotidiana.

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Metáforas de eventos domiciliares para a vida cotidiana.

Quando alguém te da a chave de casa é porque espera que você aparece sem avisar ou caso se ausente.
O mesmo vale pra telefonemas,
Ou pro coração.





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Quando te faço um discurso perfeito, é pra você ganhar o direito de se iludir.
E se faço um discurso tão limpo, é pra deixar certas as algemas que você pode usar pra cobrar de mim,
E algumas vezes, quando digo as coisas de forma tão linear e paro estalos olhando nos seus olhos, é pra você ter a chance de colocar o dedo no meio desse entrelaçado de baboseiras e dizer o que quer de mim.
E quando digo "Eu te amo", sempre está tudo nos planos; saber o quanto devo te empurrar pra longe ou trazer pra perto de mim.

Só fique claro que não é ai que vivo. Somente ai respiro.
Respirar é morrer por conveniência. Assomar próximo do fim.


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