domingo, 25 de novembro de 2018

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Meu coração,

descontente por fazer apenas função vital, decidiu sair da sua posição rígida de punho cerrado no centro do peito e além de bater o pulso da vida saiu açoitando cada aresta que podia do meu corpo. Enquanto passava sem rumo e desenfreado fazia questão de deixar meu estômago sem fome, alterar minha respiração e até prender umas roucas palavras na garganta.

E meu cérebro,

coitado,

ficou soberbo no topo desse pandemônio sem saber como descender até seu velho amigo que tanto orientou durante anos e agora não acolhia mais seus xavecos ou se alimentava dos seus bilhetes. Passou a ser apenas mais um velho amigo, daqueles que ficaram perdidos nas lembranças de uma adolescência distante.




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quarta-feira, 7 de novembro de 2018

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Eu ando precisando de um abraço.

Um abraço do tamanho do mundo.

Uma redoma que afogue meus medos e que ao mesmo tempo os deixe sair para brincar, 

Eu sonho com um abraço que começa com o toque do pico da testa e que surfa pela tua bochecha até o sopé do pescoço,

Eu desejo um enlace que me deixe sentir calor, frio, medo, raiva e amor sem me preocupar,

Um desfecho pra apertar tudo que eu sinto sem o avexo de me desassossegar,




Sinto vontade de ser eu na presença de alguém.



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